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Levi Condinho

Levi Condinho (Bárrio, concelho de Alcobaça, 1941). Frequentou o Seminário de Santarém, durante 4 anos, tendo aí entrado em Outubro de 1951. Abandonou-o, já em Almada, em 1956. Se em Santarém lhe foi inculcado o amor pela grande música, pelo mestre e amigo Padre Carlos Veríssimo de Figueiredo, ao sair em 1956-57, descobriu o Jazz, grande música «do Mundo», aparentemente conspirativa, e raramente ouvida na rádio nesses tempos de morno e mesquinho fascismo em que se vivia. Poucas leituras na adolescência. Só em 1961-62 se iniciou – sem nunca mais parar – na convulsiva leitura de tudo quanto foi possível. Apenas reivindica, aliás, a qualidade de ávido leitor de Poesia, não de poeta. Católico praticante até aos 25 anos, «perdeu a fé» a – como se dizia –, sendo seduzido pelo Existencialismo, pelo Surrealismo e pelo Modernismo em geral (nunca deixando de amar os clássicos), pelo Marxismo (tendência libertária), pela Beat Generation, etc. Há muito que deixou para trás todos os «ismos», na convicção de que cada qual tem o valor que tem. Nos anos 60-70, foi dedicado militante antifascista.

Empregado bancário durante 31 anos, encontra-se reformado, ainda que trabalhando como revisor de texto… e «escrevinhando» o que pode. Como poeta, morreu em 2001; mas escreveu, por encomenda, um poema sobre o grande poeta morto J. O. Travanca Rego, e outro sobre Vasco Graça Moura, pouco antes do seu falecimento.